- Holanda 2 x 1 Brasil - A laranjada que a gente ia beber azedou... as laranjas se recusaram a ser espremidas. Mas não faz mal. A próxima festa é aqui em casa.
- Uruguai 1,4 x 1,2 Gana - E a Gana africana teve que enfrentar a gana uruguaia, e se deu mal... um guerreiro uruguaio - Suárez - comete o pênalti no último segundo de uma partida empatada, é expulso e se converte num herói nacional. São coisas do futebol. No frigir dos ovos, deu Uruguai.
- Alemanha 4 x 0 Argentina - Os germânicos, nos últimos anos, limitaram fortemente o ingresso de jogadores estrangeiros em seus clubes, com a finalidade de reaprenderem o bom futebol nativo. Parece que deu certo.
- O Bandolión de Piazola desafinou, quando la mano de Dios ameaçou tirar a luva.
- Paraguai 0 x 1 Espanha - Guarânias e boleros também inventaram uma disputa de pênaltis sui generis, em pleno andamento da partida. Ali deu zero a zero. Ô gente ruim de pênaltis!
- Minha opinião, independentemente dos próximos resultados:
- Melhor jogador da copa: Forlán.
- Pior jogador: aquele elefante que quebrou o Elano. Não quero nem lembrar o nome.
- Melhor seleção: Alemanha.
- Pior seleção: França.
- Melhor torcida: África do Sul.
- Pior torcida: Não há.
- Melhor arbitragem: O trio brasileiro, capitaneado por Simon.
- Pior arbitragem: Aquele trio de Brasil x Costa do Marfim. Também faço questão de não saber os nomes.
- Melhor técnico: Não há.
- Pior técnico: Sr. Domenech (França). Educadíssimo.
domingo, 4 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Crônicas Africanas
- E Portugal navega de volta... Tordesilhas não lhe valeu, e a doce música do fado foi silenciada pelas castanholas de aquém-Pirineus. Mas sua esquadra de belas caravelas caiu com dignidade, senão com brilho, e os destinos da Península estarão bem representados pelo país irmão.
- E os Cavaleiros da Távola Redonda também retornam... Não mais prosseguirão na busca pelo Graal, que lhes foi recusada pelos Cavaleiros Teutônicos. Talvez os bretões tivessem melhor sorte, se não tivessem como capitão de suas forças um centurião romano.
- Falando em Roma e na Gália, quem esperava um confronto épico entre as legiões de César e as hostes de Vercingetórix terá de contentar-se com a leitura amena de gibis (como "Asterix, o gaulês"). Os dois famosíssimos exércitos entraram pela porta dos fundos, e pela mesma porta saíram, envergonhados.
- Os guerreiros guaranis fizeram bonito... após um recontro indefinido, sua última linha de lanceiros derrotou os valentes Samurais do Sol Nascente, ao som de "India", calando os gritos de "Banzai"...
- A América do Sul vai bem, obrigado - pelo menos por enquanto. Os cisplatinos da Celeste Olímpica deixaram meia Coréia no acostamento. Os transplatinos alvicelestes fizeram festa nos salões de Montezuma, com direito a um tango bem marcado. A única perda do continente aconteceu noutro confronto de irmãos... e os canarinhos tupiniquins voaram mais alto que os condores andinos.
- A América do Norte vai mal, obrigado... além dos sombreros cabisbaixos ao sul do Río Grande, alguns narizes vermelhos ao norte nos lembram a histórica vitória dos humildes africanos de Gana sobre a maior potência do planeta, ao som de vuvuzelas e tambores tribais.
- E na velha Europa, um dos povos mais antigos sobrepujou uma jovem nação, ainda em sua primeira infância. Será o retorno da "Laranja Mecânica"?
- O futuro dirá. Mas como seria bom se, como disse o Jair, todas as disputas entre países pudessem ser resolvidas dentro das quatro linhas...
- E os Cavaleiros da Távola Redonda também retornam... Não mais prosseguirão na busca pelo Graal, que lhes foi recusada pelos Cavaleiros Teutônicos. Talvez os bretões tivessem melhor sorte, se não tivessem como capitão de suas forças um centurião romano.
- Falando em Roma e na Gália, quem esperava um confronto épico entre as legiões de César e as hostes de Vercingetórix terá de contentar-se com a leitura amena de gibis (como "Asterix, o gaulês"). Os dois famosíssimos exércitos entraram pela porta dos fundos, e pela mesma porta saíram, envergonhados.
- Os guerreiros guaranis fizeram bonito... após um recontro indefinido, sua última linha de lanceiros derrotou os valentes Samurais do Sol Nascente, ao som de "India", calando os gritos de "Banzai"...
- A América do Sul vai bem, obrigado - pelo menos por enquanto. Os cisplatinos da Celeste Olímpica deixaram meia Coréia no acostamento. Os transplatinos alvicelestes fizeram festa nos salões de Montezuma, com direito a um tango bem marcado. A única perda do continente aconteceu noutro confronto de irmãos... e os canarinhos tupiniquins voaram mais alto que os condores andinos.
- A América do Norte vai mal, obrigado... além dos sombreros cabisbaixos ao sul do Río Grande, alguns narizes vermelhos ao norte nos lembram a histórica vitória dos humildes africanos de Gana sobre a maior potência do planeta, ao som de vuvuzelas e tambores tribais.
- E na velha Europa, um dos povos mais antigos sobrepujou uma jovem nação, ainda em sua primeira infância. Será o retorno da "Laranja Mecânica"?
- O futuro dirá. Mas como seria bom se, como disse o Jair, todas as disputas entre países pudessem ser resolvidas dentro das quatro linhas...
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Vozes d'África
- Batalhas foram travadas, umas vencidas, outras perdidas... e alguns guerreiros deixaram a liça.
- Na velha Europa, calaram-se já as trompas dos francos e as cornetas dos romanos, talvez abafadas pelas vuvuzelas africanas...
- Também lá, os guardas da Rainha terão que defrontar-se com os cavaleiros teutônicos. Assunto para Shakespeare e Wagner.
- Depois do "amistoso" entre Portugal e Brasil, a península ibérica assistirá novamente ao confronto de povos irmãos... Camões e Cervantes certamente, um em verso e outro em prosa, cantarão a disputa que vai definir quem conduzirá os destinos da jangada de pedra de Saramago...
- Deste lado do Atlântico, os laureados andinos do Nobel - Gabriela e Neruda - poderão talvez cantar a épica batalha contra um povo de bardos menores, mas que também cantarão sua versão...
- Outros recontros merecerão talvez quem os cante. Mas estes últimos citados tocam-me mais de perto, pois acontecem entre irmãos ou primos chegados.
- Argentina, Uruguai e Paraguai singrarão por enquanto outros mares - se bem que o México também é da família. Mas as rotas dos navegantes acabarão inevitavelmente por cruzarem-se. Boa sorte, irmãos!
- Na velha Europa, calaram-se já as trompas dos francos e as cornetas dos romanos, talvez abafadas pelas vuvuzelas africanas...
- Também lá, os guardas da Rainha terão que defrontar-se com os cavaleiros teutônicos. Assunto para Shakespeare e Wagner.
- Depois do "amistoso" entre Portugal e Brasil, a península ibérica assistirá novamente ao confronto de povos irmãos... Camões e Cervantes certamente, um em verso e outro em prosa, cantarão a disputa que vai definir quem conduzirá os destinos da jangada de pedra de Saramago...
- Deste lado do Atlântico, os laureados andinos do Nobel - Gabriela e Neruda - poderão talvez cantar a épica batalha contra um povo de bardos menores, mas que também cantarão sua versão...
- Outros recontros merecerão talvez quem os cante. Mas estes últimos citados tocam-me mais de perto, pois acontecem entre irmãos ou primos chegados.
- Argentina, Uruguai e Paraguai singrarão por enquanto outros mares - se bem que o México também é da família. Mas as rotas dos navegantes acabarão inevitavelmente por cruzarem-se. Boa sorte, irmãos!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Sete a Zero!
Sete a zero foi bonito, pá,
E humildemente
Reconheço que pra gente
Dois a um foi bem chinfrim...
Foi bonita a tua festa, pá,
Fiquei contente,
Mas lembraste certamente
Que a próxima é pra mim...
domingo, 20 de junho de 2010
Minha Flor
![]() |
| Fotografada pela Beatriz em 20 de Junho de 2010 |
- Nome Popular: Flor-de-maio, cacto-de-natal, cacto-da-páscoa, flor-de-seda.
- A Flor de Maio é uma cactácea originária da mata atlântica, especificamente da região norte do estado do Rio de Janeiro, e atualmente difundida pelo mundo inteiro, devido ao seu belíssimo aspecto durante a floração e à facilidade de cultivo doméstico. Floresce nos meses tardios do outono, e por isso é conhecida na Europa como Flor do Natal, ou Cacto de Natal.
- Aqui em casa, uma variedade particularmente exuberante resolveu exibir-se neste dia 20 – véspera do solstício. Nada a ver, eu acho, com a bela atuação da seleção brasileira frente à forte esquadra elefantina; aposto que é mais uma homenagem que a natureza presta à minha querida Maria Helena, na véspera de seu aniversário.
- Aliás, em anos anteriores e com outras variedades da mesma planta, tem acontecido coisa semelhante. Já faz uma década que venho apelidando a espécie de Flor de Junho... mas acho que já está na hora de chamá-la – pelo menos dentro das fronteiras dos nossos humildes domínios – de Flor de Maria Helena.
- E salve a Seleção Brasileira! Pena que a próxima vítima seja tão próxima de nossos corações...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Ao Mestre
- Quatrocentos e trinta anos atrás, Camões cerrava definitivamente o único olho que a guerra lhe deixara, abandonando o mundo corriqueiro dos homens mortais para ingressar no Elíseo luminoso dos vates eternos. Sua vida conturbada de boêmio aventureiro, por vezes fugitivo da justiça, terminara.
- Em 1556, regressando de Goa, - onde fora responder a inqúerito - naufraga na foz do Mekong. Consegue salvar o manuscrito dos Lusíadas, mas sua amante-escrava chinesa Dinamene perece nas ondas revoltas. Nasce daí um dos mais belos sonetos do Mestre:
- Camões também curtia as redondilhas, principalmente quando glosava os motes (ou motos) que os amigos lhe propunham em desafio. E volta e meia versejava em espanhol:
Ojos, ¿qué os detenéis?
La llaga cierto ya es mía,
Y así digo que acabéis,
- Em 1556, regressando de Goa, - onde fora responder a inqúerito - naufraga na foz do Mekong. Consegue salvar o manuscrito dos Lusíadas, mas sua amante-escrava chinesa Dinamene perece nas ondas revoltas. Nasce daí um dos mais belos sonetos do Mestre:
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
- Camões também curtia as redondilhas, principalmente quando glosava os motes (ou motos) que os amigos lhe propunham em desafio. E volta e meia versejava em espanhol:
MOTE
Ojos, herido me habéis,
acabad ya de matarme;
mas, muerto, volve á mirarme,
por que me resucitéis.
GLOSA
Pues me distes tal herida,
con gana de darme muerte,
el morir me es dulce suerte,
pues con morir me dais vida.
Ojos, ¿qué os detenéis?
Acabad ya de matarme;
mas muerto volved á mirarme,
por que me resucitéis.
La llaga cierto ya es mía,
aunque, ojos, vos no queráis;
mas si la muerte me dais,
el morir me es alegría.
Y así digo que acabéis,
ojos, ya de matarme;
mas muerto, volved á mirarme,
por que me resucitéis.
- Fica aqui minha homenagem ao grande vate.
domingo, 6 de junho de 2010
Dia dos Namorados
| Rodin - O Beijo |
- Mas a Copa do Mundo está aí, na próxima esquina, e com certeza vai monopolizar as atenções de todos. Por isso, é melhor eu me antecipar na homenagem aos amantes e a seu santo milagreiro - que não consegue ter um minuto de paz nesta época do ano. E nada melhor do que algumas rimas, modestas que sejam, para alegrar os corações.
- Quando eu me meto a versejar, prefiro as redondilhas. Esse tipo de verso suporta bem um ou outro tropeço nas rimas e disfarça melhor um pé quebrado no ritmo. Por isso é o predileto dos poetas menores, como eu.
- Mas de vez em quando, a musa me desafia a vôos mais altos, e eu arrisco um estilo mais ousado. E aí me atrevo a imitar Camões - é claro que em vôos bem mais curtos (o grande vate escreveu Os Lusíadas em mais de oito mil e oitocentos versos - todos decassílabos heróicos perfeitos).
- A maioria das minhas tentativas vai parar no lixo, mas de vez em quando sai alguma coisa que se aproveita...
- A maioria das minhas tentativas vai parar no lixo, mas de vez em quando sai alguma coisa que se aproveita...
Dia dos Namorados - Acróstico em heróicos
Duas só almas, gêmeas, se encontram,
Intímidas, amigas, companheiras,
A trocar entre si vidas inteiras.
Duas vozes irmãs em coro cantam
O hino do amor, em tons suaves,
Soltando os versos, como belas aves.
Na espera de mil beijos prometidos
Ao sopro de mil juras mal contidas,
Mil horas num minuto são vividas.
O Sol se esconde entre fulvos ares,
Romântica neblina resplendente,
Ardendo nos vermelhos do poente.
De súbito, centelham os olhares;
Os lábios unem-se em fulgente prece;
Só deles é o milagre que acontece.
- Dá pra sentir a ausência da rima nos beijos prometidos e o pé quebrado em alguns outros versos. Mesmo assim, a força dos heróicos é evidente e sustenta a estrutura toda. E com certeza é mais fácil imitar Camões - o mestre dos heróicos - do que partir para um vôo solo, mesmo contra a opinião de François Chateaubriand, conforme o Blog da amiga Alma Inquieta - Estados de Alma (El Libro...! - 24 de abril).
- Tanto é assim que minha saudação a ela, após sua primeira visita aos Sete Ramos (publicada no post "Lilienthal"), foi uma imitação descarada do imortal soneto do mestre à sua amada - "Alma minha gentil, que te partiste..."
- Tanto é assim que minha saudação a ela, após sua primeira visita aos Sete Ramos (publicada no post "Lilienthal"), foi uma imitação descarada do imortal soneto do mestre à sua amada - "Alma minha gentil, que te partiste..."
- Já na simplicidade das sete sílabas das redondilhas, até um soneto razoável me socorre:
Dia dos Namorados - Soneto em redondilhas
Se você está sozinho,
Carente, abandonado,
Sem amor e sem carinho,
Não fique desesperado:
Reze muito a Santo Antônio
No seu dia consagrado;
Protetor do matrimônio,
Do namoro e do noivado.
Presto aqui meu testemunho
De excelentes resultados
Em versos de próprio punho.
Sejam todos bem-amados!
E viva doze de junho,
O Dia dos Namorados!
- E antes que eu me esqueça: nessa data também se comemora no Brasil o Dia do CAN.
- O Correio Aéreo Nacional entrou em operação em 12 de junho de 1931, ainda como Correio Aéreo Militar, quando os tenentes do Exército Casimiro Montenegro Filho e Nelson Freire Lavenère-Wanderley, pilotando um monomotor biplano Curtiss Fledgling matrícula K263 (apelidado carinhosamente de "Frankeinstein"), transportaram duas cartas do Rio de Janeiro para São Paulo, retornando no dia 15, com mais correspondência.
- E antes que eu me esqueça: nessa data também se comemora no Brasil o Dia do CAN.
- O Correio Aéreo Nacional entrou em operação em 12 de junho de 1931, ainda como Correio Aéreo Militar, quando os tenentes do Exército Casimiro Montenegro Filho e Nelson Freire Lavenère-Wanderley, pilotando um monomotor biplano Curtiss Fledgling matrícula K263 (apelidado carinhosamente de "Frankeinstein"), transportaram duas cartas do Rio de Janeiro para São Paulo, retornando no dia 15, com mais correspondência.
- Vai ver, é por essa coincidência de datas que, no Pindorama, uma bela namorada é chamada de avião...
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