quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Visita

- Recebi, no dia 16, a visita da Heráclides, que eu não conhecia. Com uma belíssima roupa amarela e preta, ela entrou sem pedir licença e acomodou-se no pequeno jardim de minha filha.
- A Bia logo fez amizade com ela, e tirou algumas fotos para registrar o evento. Mas ela não quis dizer o seu nome, e foi-se embora...

- Nota: Migrei para o Mozilla Firefox. Agora estou conseguindo inserir imagens... porque será?

- Não sou biólogo e muito menos entomologista, mas como tantos leigos sou um "borboletófilo" juramentado. Uma busca no Google por "Borboleta amarela e preta" deu resultado. Salvo engano, trata-se de uma brasileirinha da gema: É a Lepidoptera "Rhopalocera" Papilionidae Papilioninae Heraclides Thoas Brasiliensis. Confira em:

http://www.lepidoptera.datahosting.com.br/heraclides_index.htm
- Nessa busca, cruzei de passagem com dois outros borboletófilos - Olívia e Armando.
- Mas não é mesmo um nome esquisito para um bichinho tão bonito?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Voltei!

- Voltei, galera. Meu computador deve ter trocado um ZERO por um UM, em algum recesso insondável de suas entranhas cibernéticas... e eu perdi todo o sistema e muitos arquivos.
- Aproveitei para reinstalar o sistema num HD maior. Costumo manter cópias dos arquivos mais importantes; mas nunca fui organizado, e eles estão espalhados em diversos CD's e em várias pastas compartilhadas de minha imensa rede doméstica de três computadores (eu, filha & filho). Ainda estou fazendo a faxina.
- Para comemorar meu retorno, coloquei na minha vitrine o prêmio Dardos, que vem pelas mãos generosas de Sergio Serpai El Puente e Amélia Costa Alma Inquieta Estados de Alma. Como devo indicar 15 blogs, indico todos os meus seguidores atuais - poucos, mas fiéis e "cumplidores".
- Tenho acompanhado os escritos recentes dos amigos, e pretendo comentá-los em breve. E aproveitei o breve recesso para alinhavar algumas ideias para futuras matérias.
- Abraços a todos.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Marcha Lenta

- Amigos, meu velho computador entrou em parafuso. Estou usando o do meu filho, e preciso restringir minhas atividades na blogosfera, até resolver o problema - espero que em breve.
- Durante esse meio tempo, pretendo continuar acompanhando os "blogs" dos amigos e, se possível, dar meus "pitacos" em comentários. Mas estarei com restrições para novas postagens e atividades mais complexas.
- Serpai e Alma, recebi com alegria o prêmio que vem de Sor Cecília, por suas mãos. Ele estará na minha vitrine de Troféus assim que possível.
- Ao Jair, ao Leonel, à Graça, Dôra, Tania e tantos outros: não ficarei completamente desplugado - apenas mais "silencioso". Mas volta e meia direi presente!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Sexta 13

- Fiz 13 anos numa sexta-feira 13, com uma prova de Matemática (segunda época) marcada para as 13 horas. Um mal-entendido nos horários do colégio me fez perder a prova, e eu tive que prestar uma segunda chamada. E naquele dia, meu pai me presenteou com um livro de estilo medieval, cujo título enchia meia capa: História do Imperador Carlos Magno e dos Doze Pares de França, e de Bernardo Del Carpio, que Venceu em Batalha aos Doze Pares de França. Um Imperador mais doze pares, um cavaleiro mais doze pares...
- As superstições e crendices que envolvem a sexta-feira e o número 13 têm origem em um passado remoto. Acredita-se que Cristo morreu numa sexta 13, após uma ceia pascal onde havia 13 pessoas à mesa. Algumas tradições nórdicas também promovem essas superstições.
- Em muitos hotéis, não há quartos com final 13; em vários não há sequer o 13o. andar. Camarotes de navios, cabines de trens e assentos numerados sofrem por vezes a mesma discriminação.
- E quando a combinação fatídica acontece no mês de agosto - conhecido como mês de desgosto - aí é que a superstição deita e rola. Sem contar que estaremos em plena Lua Nova, na noite em que ela figura uma foice sinistra.
- Ah! é verdade... ia me esquecendo de dizer, mas eu fui muito bem na minha prova, obrigado por perguntar... e nunca mais tive qualquer dificuldade com a Matemática.
- Pelo sim, pelo não, as lojinhas de artigos místicos estão reforçando seus estoques de raminhos de arruda e de fumigadores específicos. Videntes e cartomantes também têm esperança de um faturamento extra.
- Mas deve sobrar algum trocado para o Dia dos Pais. Estou precisando de um chinelo novo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ases e Kamikazes

- Kublai Khan, neto de Gengis Khan, o conquistador mongol, após dominar a China lançou seus olhares para o Japão. Via o país insular como uma presa fácil, e os japoneses como um povo atrasado.
- Em 1274, Kublai lançou ao mar uma grande frota, guarnecida com os temidos arqueiros mongóis, mas o ataque fracassou devido a um violento tufão que destroçou a esquadra invasora. Isto proporcionou ao Japão tempo para a construção de suas defesas.
- Em 1281, Kublai lançou mais um ataque, mas dessa vez a marinha japonesa estava preparada e encarregou-se de derrotar os invasores, capturando ou matando milhares de mongóis. Mas o tufão salvador de sete anos atrás não foi esquecido: recebeu o nome de "Vento Divino" - em japonês, Kamikaze.
- Os japoneses sempre consideraram vergonhosa a captura pelo inimigo. E nas duas guerras mundiais, combatentes japoneses raramente se rendiam. Sua milenar cultura abominava a condição de prisioneiro de guerra. Assim, pilotos de combate feridos ou sem combustível suficiente para retornar preferiam lançar seus aviões contra um alvo inimigo. Foram esses os precursores dos famosos Kamikazes.
- Ás da aviação é o título que se dá ao piloto de caça que abate cinco ou mais aviões inimigos em combate aéreo. A lista é extensa, pois abrange as duas guerras mundiais, a guerra espanhola, a da Coréia e os conflitos entre árabes e israelenses. Essa lista pode ser conferida em

http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81s_da_avia%C3%A7%C3%A3o

- O mais conhecido é o alemão Manfred Von Richthofen - o famoso Barão Vermelho, com 80 vitórias pela Luftstreitkräfte na primeira guerra. E na segunda guerra, impressiona a quantidade de vitórias alemãs sobre os aliados - prova evidente da superioridade dos caças germânicos e do treinamento de seus pilotos.
- Mas não é desses que eu quero falar. É do ás japonês Hiroyoshi Nishizawa, com 87 vitórias na segunda guerra, e de sua frustrada tentativa de se tornar um Kamikaze.
- Em 24 de outubro de 1944, já famoso, liderou seu grupo - o 201º Kokutai - na escolta aos pilotos que realizaram o 1º ataque Kamikaze oficial da história. Durante esse vôo, Nishizawa teve uma premonição de sua própria morte. Ao retornar, relatou o sucesso da missão ao comandante Nakajima e se ofereceu como voluntário para participar do próximo ataque Kamikaze, previsto para o dia seguinte. Nakajima rejeitou prontamente; Nishizawa era um piloto brilhante, cujo valor para o Japão seria muito maior como piloto de caça do que numa missão suicida.
- Dois dias depois, o 201º Kokutai foi transferido para Camp Clark, e Nishizawa tomou assento, como simples passageiro, em um avião-transporte Najima Ki-49 Donruy, com alguns companheiros cujos caças estavam em manutenção. No trajeto, aviões americanos interceptaram e derrubaram o transporte; não houve sobreviventes.
- E assim pereceu o maior herói nipônico dos ares: como um simples passageiro, sem poder sequer dar um único tiro em sua defesa. Que ironia...

domingo, 1 de agosto de 2010

Dimensões

- August Ferdinand Möbius foi um matemático germânico que em 1858 descreveu as propriedades de uma superfície plana com um lado só, isto é, sem o verso (ou anverso).
- Pegue uma tesoura e uma folha de papel (A4 ou similar). Recorte uma tira de uns 6 cm de largura, no sentido do comprimento. Cole as duas pontas da tira para formar um anel, mas antes torça a tira de modo a colar o verso com o anverso.
- Parabéns! Você acabou de descobrir a quinta dimensão! Você é o orgulhoso proprietário de uma faixa de Möbius!
- Pegue um lápis e trace uma linha ao longo da faixa, até encontrar o começo da linha. Você vai descobrir que a faixa só tem um lado... ela não tem o avesso!
- Use a tesoura para cortar a faixa ao longo da linha que você traçou. Você não obterá dois anéis, mas outra faixa com o dobro do diâmetro...
- E se conseguir repetir a façanha sem quebrar a faixa, o tamanho dobrará mais uma vez, e você poderá passar sua cabeça pelo que já foi um pedaço de uma folha de papel.
- A Faixa de Möbius é apenas uma das muitas formas estudadas pela Topologia - um ramo da Geometria que se dedica a confundir leigos como eu com objetos aparentemente impossiveis. Os Fractais são uma das suas mais recentes conquistas. A Teoria do Caos também tem vínculos com a Topologia.
- Desde Einstein estamos acostumados a considerar o universo como um continuum espaço-tempo a quatro dimensões... seja lá o que isso signifique. Mas a Topologia propõe que é impossível realizar um nó em um universo de dimensões pares. Portanto, ou a gente desconsidera Einstein ou aceita a existência de pelo menos mais uma dimensão, para não tropeçar nos cadarços de nossos tênis.
- Hoje, a Ciência já considera a hipótese de um universo com onze dimensões. Se para nós, leigos, já é difícil conceber o espaço-tempo Einsteiniano, essas onze dimensões também não são de fácil compreensão para os cientistas; eles usam modelos matemáticos para estudá-las, reduzindo a realidade cognoscível a meras fórmulas e equações.
- Mas a coisa funciona mesmo. Satélites de comunicações, fibras óticas e outras tecnologias de ponta só funcionam conforme modelos multidimensionais, e por isso existem coisas como a Internet e a faixa de Möbius.
- Resta a nós, leigos, tentar vislumbrar um ou outro aspecto isolado desse intrigante universo com a ajuda de papel, tesoura, cola e lápis...
- Há um excelente vídeo sobre a faixa de Möbius, com mais experiências, em

http://www.youtube.com/watch?v=4bcm-kPIuHE

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fé e dúvida

- Os amigos que vêm me acompanhando nos Sete Ramos já notaram que eu gosto de ficar em cima do muro, em questões polêmicas. Não é por receio de comprometer-me ética ou moralmente com um ou outro lado: quando o assunto envolve desrespeito a direitos humanos, eu me engajo definitivamente na defesa dos mesmos, esteja certo ou errado.
- Mas se a questão for puramente filosófica ou acadêmica, ficar em cima do muro me permite observar os dois lados com isenção e imparcialidade; ajuda-me na análise dos argumentos conflitantes e evita que eu me sinta inclinado emocionalmente a defender um ou outro lado.
- Infelizmente, não existem questões puramente filosóficas ou acadêmicas; fanáticos e fundamentalistas se encarregam de levar essas perguntas para o terreno das respostas cristalizadas e definitivas, mesmo quando conflitantes.
- Mas não é a esses que eu falo. Dirijo-me àqueles que - como a abadessa do filme A Noviça Rebelde - procuram manter sua fé em suas dúvidas. Como eu...
- Portanto, vamos direto à pergunta maior: Deus existe?
- Não busque respostas na ciência. Se Ele existe, está acima do tempo, do espaço e de outras dimensões aceitas ou reconhecidas pela ciência.
- Não busque respostas nas religiões. Elas nos trazem mensagens fragmentárias e conflitantes do incognoscível. Não há linguagem humana capaz de traduzir a transcendência de um ser infinitamente superior.
- A única resposta aceitável está no coração e na alma de cada um de nós - respostas diferentes umas das outras, às vezes mutáveis e conflitantes... porque não são nem "científicas" nem "dogmáticas".
- Na minha alma e no meu coração, guardo a minha resposta. Você, com certeza, guarda a sua.
- Mas, por favor, não jogue pedras em quem fica em cima do muro... às vezes, dói.