As luzes coloridas do equinócio
Em breve dançarão nesta clareira
Em honra de uma moça festeira
Que em verso acalenta o seu ócio
Cismando ela canta em tom dolente
E chama a mim, para pintar com ela,
As rimas, que espalhadas pela tela
Nos fazem rir a ambos, loucamente.
E assim dançamos nós, com nossos versos,
E as horas passam leves e fagueiras
Enquanto estamos no eme-esse-ene;
Cantamos rimas e metros diversos
Em sonetos e trovas condoreiras
Eu e ela... minha linda Milene.
Niterói, dezembro de 2013
Rodolfo Barcellos
PS: Quem quiser adaptar este soneto à estação basta trocar, na primeira estrofe, equinócio por solstício e ócio por vício.
Rodolfo Barcellos
PS: Quem quiser adaptar este soneto à estação basta trocar, na primeira estrofe, equinócio por solstício e ócio por vício.


