terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Luzes


As luzes coloridas do equinócio
Em breve dançarão nesta clareira
Em honra de uma moça festeira
Que em verso acalenta o seu ócio

Cismando ela canta em tom dolente
E chama a mim, para pintar com ela,
As rimas, que espalhadas pela tela
Nos fazem rir a ambos, loucamente.

E assim dançamos nós, com nossos versos,
E as horas passam leves e fagueiras
Enquanto estamos no eme-esse-ene;

Cantamos rimas e metros diversos
Em sonetos e trovas condoreiras
Eu e ela... minha linda Milene.


Niterói, dezembro de 2013
Rodolfo Barcellos

PS: Quem quiser adaptar este soneto à estação basta trocar, na primeira estrofe, equinócio por solstício e ócio por vício.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Trovas 451-460


460- Jair, 19/4/13
Como o índio que volta à taba antiga
Depois de longa e tenebrosa ausência
É muito bom rever Vossa Excelência
Compartilhando a blogosfera amiga...

459- Lou Salomé, 16/4/13
Já me perdi nos espaços
De um amor que foi embora;
Rasguei meu mapa em pedaços
E a bússola joguei fora.

458- Denise, 14/4/13 (MSN)
Carrego em mim a saudade
De uma certa Poesia
Que, sonho ou realidade,
Cantou-me o silêncio um dia.

457- Si, 12/4/13 (Face)
Mas nem por isso de ti canso ou aborreço
Pois sei que a saudade é mais do que mereço
E como amizade nunca é merecimento
A nossa vive no seu próprio sentimento.

456- Denise, 12/4/13 (Skype)
Morde, surucucutinga...
Teu veneno me embriaga
Como musa tu me xinga
Como mulher tu me estraga...

455- Cecília, 11/4/13
Quisera que tu quiseras,
Quem dera - meu coração;
Quisera querer quimeras,
Que meras poesias são...

454- Denise e Milene, 3/4/13 (Face)
Não sinto falta da falta
Que você sente de mim
Pois quando a saudade assalta
Sinto que ela não tem fim...

453- Regina, 3/4/13
Não há como botar cobro
Essa leoa é demais
E que D'us vos dê em dobro
Tudo o que adjetivais.

452- Lu Nogfer, 3/4/13
Deste bolo serenata
Um pedaço é para mim
E comemorando a data
FELIZ NATAL, LU! TIM TIM!

451- Tulipa Vermelha, 3/4/13
E sobre a terra, em dor,
Terão vingado somente
O riso do pecador
E o pranto do inocente.

Niterói, dezembro de 2013
Rodolfo Barcellos

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Poeta, médico e louco


Para entender as mulheres
Algo posso te ensinar;
Se é isso que tu queres
É preciso estudar.

Recomendo Poesia
E Medicina também;
Muita Psicologia,
Nada de Exatas, porém.

O poeta sabe d'alma
Dessa bela criatura
E dedica-lhes a palma
Dos seu versos, com ternura.

O doutor do corpo entende,
Hormônios, ciclos, humores;
Em seus estudos aprende
A tratar de suas dores.

Mas tem que ser é maluco
Pra seguir suas razões;
O homem fica caduco
Se insistir nas discussões.

E os que entendem do riscado
Acreditam no ditado:
"De poeta, médico e louco
Todos nós temos um pouco".

Niterói, dezembro de 2013
Rodolfo Barcellos

sábado, 30 de novembro de 2013

Sete sete-setes, XXXVII

     Sete-setes do final de maio, nos belos dias de outono.
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XXXVII.7- Lu Nogfer, 20/5/13
Vida é transformação,
É momento após momento,
É ação, é movimento,
É delírio, é paixão;
Não tem bula nem receita,
Não será nunca perfeita,
Vida é evolução.

XXXVII.6- Jeanne Geyer, 20/5/13
Jxannx Gxyxr, minha amiga
Minha txcla xmpxrrada
Fica mais dxscontrolada
Quando x' pra ti a cantiga
Mas tx mando um confxtx
Nxstx simplxs sxtx-sxtx,
Jxannx Gxyxr, minha amiga.

XXXVII.5- Marilene, 21/5/13
Já me foste borboleta
Embriagada de amor
Numa estrada nada reta
Vagando de flor em flor
Já no teu cantar fui pausa
E me perdi sem ter causa
Em teu poema de dor...

XXXVII.4- Ítallo França, 20/5/13
Hipnos traz Morfeu consigo
Nas brumas do sono um sonho
Nos versos do poeta amigo
Fez-se um bocejar risonho
Como Ítalo, Alighieri
Como França, Le Bon Père
Parabéns aqui deponho.

XXXVII.3- Denise, 19/5/13
Tu me cantaste um dia
Na tua voz que seduz
Nosso silêncio de luz
Quando te chamei "Poesia"
Quando o dia despertava
Quando o sabiá cantava
Quando a aurora surgia...

XXXVII.2- Milene, 15/5/13 (MSN)
Cá tô eu atrais do toco
Na tocaia de vancê
Como quem catuca coco
Pra catá o que comê
Atacado de teu canto
Caído pru teu encanto
Tô tocado como quê!

XXXVII.1- Marcia, 2/5/13
Das trevas virá a luz
Do silêncio a canção
No contraste que conduz
Do amor à solidão.
Papel claro, tinta escura,
Nos inversos, vida pura,
Entre opostos, atração.

Niterói, outubro de 2013
Rodolfo Barcellos

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Contato

Não faz sentido o contato
Com tato mas sem sentido
Mesmo sendo consentido
Sem o sentido do tato

Pois todo o prazer contido
Em cada beijo contado
Não vai esperar sentado
Falando no bom sentido

E aquele abraço comprido
Por um sorriso comprado
Será sempre comprimido

E este verso malparado
A um soneto mal parido
Será sempre comparado...

*   *   *   *   *
Se meu amor tiver lido
Estas rimas a meu lado
Meu dia terá valido...

Mas estarei desterrado
Se você tiver é rido
Deste menestrel errado...

E quando o amor condoído
Repousa no amor doado
Cura-se o peito doído...

Que ao menos seja me dado
Por pouco esteja medido
Um tanto de amor doado...

E seja do amor descido
Meu verso amordaçado
Meu canto despedaçado

Meu soluço engasgado
Meu pranto amortecido
Meu grito de amor tecido

Teu olhar abençoado
Reza-me um amém doído
Em teu falar bem soado.

Niterói, novembro de 2013
Rodolfo Barcellos

sábado, 23 de novembro de 2013

Trovas 441-450

     As águas de março fechavam o verão, e as trovinhas entravam pelo outono...

450- Regilene, 3/4/13
Uma autobiografia
Ou talvez auto-retrato
Esculpido no formato
De uma linda poesia...

449- Sandra Subtil, 1/4/13
Tu és tudo o que quiseres
És bolha, és pipa no ar
Enquanto sonhar puderes
O que quiseres sonhar.

448- Denise, 1/4/13
Amar é dividir dores
Multiplicar a alegria
Ter no coração mil flores
Ter na alma uma Poesia.

447- Denise, 30/3/13
Hoje coelho bota ovo
Páscoa não é todo dia
Bom feriado, meu povo!
Feliz Páscoa, Poesia!

446- Sissym, 28/3/13
No toque de um beijo
Febril, louco e ardente
Acende-se o desejo
Despudoradamente!

445- Sandra Subtil, 28/3/13
Você chegou ao centro
De fora para dentro;
Então raiou a aurora
De dentro para fora.

444- Vera Lúcia, 28/3/13
O sorriso, o diálogo, o amor e a bondade,
A alegria e a paz, a fé e a esperança,
São as chaves que abrem a felicidade,
São os laços que ligam o adulto à criança.

443- Marilene, 28/3/13
Teus versos outonais
E rimas de chamego
Sabor de "quero mais",
Perfume de aconchego...

442- Regina, 22/3/13
Parabéns à menininha,
Que a vida te seja boa;
Não fosse a Preta Pretinha
Filhota de uma Leoa!

441- Milene, 22/3/13
Quanta maldade enrustida
Nessa pétala rosada!
Mesmo assim, página lida,
Continua sendo amada...

Niterói, novembro de 2013
Rodolfo Barcellos

PS: Parabéns à Taninha. Beijão, mana.

sábado, 16 de novembro de 2013

Sete sete-setes, XXXVI

     "A que tem barriga preta e gosta de orvalho" - é este o significado de Drosophila Melanogaster...
Drosófila (mosca das frutas) - Internet
XXXVI.7- Marcia, 2/5/13
Tantas palavras transportam
Mais que meia falsidade
E meias palavras portam
Muitas vezes a verdade;
As tuas meias palavras
São os versos em que lavras
Lições de felicidade!

XXXVI.6- Marilene, 2/5/13
Dos momentos infelizes
Nunca nasce uma saudade.
Eles geram cicatrizes,
Trazem infelicidade.
Saudade é a lembrança
De um sorriso de criança,
De um amor... uma amizade.

XXXVI.5- Milene, 30/4/13
A chuva vem de mansinho
Inspirar-te um belo texto
E usa esse pretexto
Pra te abraçar com carinho
Chorando os seus queixumes
Pelas paredes, ciúmes
Das belezas do teu ninho.

XXXVI.4- Milene, 21/4/13 (Drosófila)
Esta doce criatura
Dança e voa a toda hora
Ela tem barriga escura
E ama o orvalho da aurora;
E nestas rimas tão toscas
Deixo meus versos às moscas
A pedido da senhora...

XXXVI.3- Marilene, 4/4/13
Por tantas coisas não ande
Pelo mundo a procurar;
Se o coração é grande
Nele sempre há de encontrar
Tormento, cansaço e dor,
Repouso, paz e amor,
Tudo lá tem seu lugar.

XXXVI.2- Rosa Branca, 3/4/13
Tu és todo o teu passado
E teu futuro também;
Se um está congelado
O outro, faça-o bem.
Pois assim, tudo somado
O teu destino encantado
Será sem "mas" ou "porém".

XXXVI.1- Marcia, 22/3/13
Neste mar de sentimentos
Tu navegas poesias,
Estrofes, rimas, momentos,
Ondas, canções, noites, dias,
Correntes, ondas e ventos,
Versos, murmúrios, lamentos,
Espumas e maresias.

Niterói, novembro de 2013
Rodolfo Barcellos