Não
imaginaria um presente melhor do que te embrulhar o mais lindo dos
sonetos, daqueles de fazer brilharem os olhinhos de Camões e outros
monstros em cujas veias corre a mais pura poesia. Mas, cadê? Rimar
não é uma arte fácil de se praticar sem a tua inspeção generosa
por perto. Olhos feito os teus, de tanto amor e atenção, moram
aonde que não se vê aos montes por aí?
Assim
sendo, sem o mais bonito dos sonetos, restou-me soprar de cá o meu
abraço, que é pra ele se aninhar de lá no teu. E juntos, o teu e o
meu abraço, passariam a vida a fazer poesia rimada com alegria.
Adormeceriam a saudade e cantavam, aos pássaros, lindas canções de
amizade.
O teu e o
meu abraço passariam os dias conjugando bem querência. Celebrariam
a vida e expulsariam toda e qualquer nuvem pesando sobre os olhos
entristecidos do mundo.
Eu te
desejo dias onde os sentimentos, emoções, sensações, sejam as
mais risonhas e bonitas possíveis, meu bem.
Esteja
bem, esteja bem!
Feliz dia
treze de fevereiro.
(Por Milene Lima, a invasora sem-verso)
POEMINHA DO MEIO DIA
(Abraçadorismo)Ando desconfiada que você
Ainda cabe direitinho
Assim, no meu abraço inteiro
Seja novembro ou fevereiro
Dia de bruxa ou
Véspera de carnaval
Escandalosamente fora do sutil
Essa minha desconfiança
Por que, pelo que me consta
Pelo que me vaga à lembrança
Quando você chegou, em noite de lua qualquer,
Era pra nunca mais nessa vida
Poder me desabraçar
Abraço é coisa pra se dar e ficar pra sempre dado
Por que fica o abraçado
Gostado, guardado, contente
Um tanto de frio não sente na pele ou coração
E se a pessoa sente algum canto doendo
Nessa hora de abraçar
Até mesmo o dolorido fica meio constrangido
E deixa num canto o doente
Morando num abraço quente
Pro tempo bom que durar
Pois é de toda certeza
Como dois e dois é conta redonda
Que meu abraço, pobrezinho, que vileza!
Chora de ser sozinho
Por que no seu pensamento
Não há de ter contentamento
De vida sem abraçar
(Milene Lima - um mês qualquer de 2013, cujo abraço cabe direitinho aqui)



