Desilusão - Marilene
Agoniza o sonho
No nascer da aurora,
Noite insone e fria
Sem a companhia
Do que era esperado,
Cai a chuva fina
Chora a alma em rimas;
O jarro sem flores
Conta suas dores
E a beleza ausente,
Até ele sente
Que ficou vazio
Sem a excelência
Das rosas vermelhas
Das velas acesas
Que por sobre a mesa
Eram luz e vida.
As paredes guardam
O som dos sorrisos
E a foto do abraço
Que tanto encantava
Ora está rasgada
E jogada ao chão;
Todo o ambiente
Foi contaminado
Com a forte tristeza
Da desilusão.
* * * * *
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Imagem: vide marca d'água |
Passeios no céu BANCO
Milene - 2013 DE RIMAS
Há quem passeie nas ________ 1 -breve
E só volte nos fins de ________ 2 -cama
Com o peito cheio de ________ 3 -chão
O corpo cansado do ________ 4 -criança
E de pés fincados no ________ 5 -ficar
Há quem não queira ________ 6 -lembrança
Prefira mesmo ________ 7 -leve
Pra onde mora a ________ 8 -nada
Pra onde vive a ________ 9 -ninar
De quando era ________ 10-nuvens
E tudo era tão ________ 11-ouvia
A dor, se vinha era ________ 12-saudade
E o bicho debaixo da ________ 13-tarde
Corria assim que ________ 14-tudo
A doce canção de ________ 15-voltar
Neste céu de algodão doce
Ouvi a doce cantiga
Com que você, doce amiga
Quis doce me acalentar
Do seu canto-poesia
Nasceu o sol do seu dia,
Canto docê meninar...
Querido amigo,
ResponderExcluirAs paredes guardam tantos segredos.
Se elas falassem, contariam sobre alegrias e dores.
Beijos
Amigo R R Barcellos, poeta talentoso, que se relaciona com a palavra através de fino trato.
ResponderExcluirUm abraço. Tenhas uma boa tarde.
Divulgando o novo blog: http://50nuancesdecinza.blogspot.com.br/
ResponderExcluirÉ um blog de poesias e minicontos, pensamentos. Te aguardo. Bjs
Poxa vida, sou uma poeta apenas na alma, não consigo fazer estas rimas e admiro tanto quem as faz. Parabéns, linda poesia!
ResponderExcluirbeijo carioca
Eu acertei (hehehehheheh).
ResponderExcluirAgora, o da Milene, preciosidade que garimpou no Face:
Há quem passeie nas nuvens
E só volte nos fins de tarde
Com o peito cheio de tudo
O corpo cansado do nada
E de pés fincados no chão
Há quem não queira ficar
Prefira mesmo voltar
Pra onde mora a lembrança
Pra onde vive a saudade
De quando era criança
E tudo era tão leve
A dor, se vinha era breve
E o bicho debaixo da cama
Corria assim que ouvia
A doce canção de ninar
Espero não ter feito trocas (rss).
Os versos com os quais terminou sua postagem são encantados. Bjs.
Só uma troquinha, mas que ficou mais bacaninha, Marilene:
Excluir"pra onde mora a saudade
pra onde vive a lembrança
de quando era criança"
Que bacana eu aqui na rima do bruxo.
Amei isso!
Vou abraçá-lo ainda com mais aperto.
Beijo, todo mundo!
Depois que publiquei o comentário me veio a dúvida (rss). Senti que poderia estar trocado. Por isso vim conferir (hehhheheheh). Bjs.
ExcluirSuspeitíssima, eu sei, mas... adorei a caçada e a rima escolhida... Dona Milene cada vez mais se convence de seu valor literário... espero!!!
ResponderExcluirBjos triplos, parabéns pra Marilene, que na anterior contribui com seus versos e agora caçou os da Mi!!
Que saudades de o ler, poeta. A sua forte presença em atenção e palavras, a sua poesia e sentimento são louváveis.
ResponderExcluirUm abraço
cecilia