- Em 1274, Kublai lançou ao mar uma grande frota, guarnecida com os temidos arqueiros mongóis, mas o ataque fracassou devido a um violento tufão que destroçou a esquadra invasora. Isto proporcionou ao Japão tempo para a construção de suas defesas.
- Em 1281, Kublai lançou mais um ataque, mas dessa vez a marinha japonesa estava preparada e encarregou-se de derrotar os invasores, capturando ou matando milhares de mongóis. Mas o tufão salvador de sete anos atrás não foi esquecido: recebeu o nome de "Vento Divino" - em japonês, Kamikaze.
- Os japoneses sempre consideraram vergonhosa a captura pelo inimigo. E nas duas guerras mundiais, combatentes japoneses raramente se rendiam. Sua milenar cultura abominava a condição de prisioneiro de guerra. Assim, pilotos de combate feridos ou sem combustível suficiente para retornar preferiam lançar seus aviões contra um alvo inimigo. Foram esses os precursores dos famosos Kamikazes.
- Ás da aviação é o título que se dá ao piloto de caça que abate cinco ou mais aviões inimigos em combate aéreo. A lista é extensa, pois abrange as duas guerras mundiais, a guerra espanhola, a da Coréia e os conflitos entre árabes e israelenses. Essa lista pode ser conferida em
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81s_da_avia%C3%A7%C3%A3o
- O mais conhecido é o alemão Manfred Von Richthofen - o famoso Barão Vermelho, com 80 vitórias pela Luftstreitkräfte na primeira guerra. E na segunda guerra, impressiona a quantidade de vitórias alemãs sobre os aliados - prova evidente da superioridade dos caças germânicos e do treinamento de seus pilotos.
- Mas não é desses que eu quero falar. É do ás japonês Hiroyoshi Nishizawa, com 87 vitórias na segunda guerra, e de sua frustrada tentativa de se tornar um Kamikaze.- Dois dias depois, o 201º Kokutai foi transferido para Camp Clark, e Nishizawa tomou assento, como simples passageiro, em um avião-transporte Najima Ki-49 Donruy, com alguns companheiros cujos caças estavam em manutenção. No trajeto, aviões americanos interceptaram e derrubaram o transporte; não houve sobreviventes.
- E assim pereceu o maior herói nipônico dos ares: como um simples passageiro, sem poder sequer dar um único tiro em sua defesa. Que ironia...