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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sol Invictus

- Na época do imperador Aureliano, o Sol pesava uns dois nonilhões de quilos. Mas de lá para agora, ele vem perdendo quatro milhões de toneladas por segundo, convertendo hidrogênio em hélio para produzir sua energia. Portanto, ele já está mais leve, hoje.
- Nada de muito preocupante. Nesse ritmo, o Sol ainda tem alguns bilhões de anos de vida produtiva pela frente.
- Segundo Einstein, quatro milhões de toneladas de matéria equivalem a uma energia de... deixa ver... E=mc2... cerca de 25.000.000.000.000.000 de GigaWatts, eu acho. Esse montão de energia é irradiado por todo o sistema solar, e além dele, para os espaços interestelares. Que desperdício!
- Nosso planeta intercepta apenas dois bilionésimos - 50.000.000 GW - dessa enxurrada energética. Gaia - a Natureza - se encarrega de utilizar boa parte dessa parcela em prol da vida... fotossíntese, evaporação, chuvas, etc.
- Bem, eu tive a pachorra de calcular a energia média que o telhado de minha modesta casa intercepta. Gente... é muito, mas muito mais que os kWh que eu pago na minha conta de luz... e é de graça!
- Isso dá a medida exata de nossa presente incompetência tecnológica no trato com a biosfera que nos sustenta. Os cem metros quadrados que eu roubei da Natureza para meu proveito próprio, eram antes uma eficiente fábrica de oxigênio e um jardim do éden para os seres minúsculos que aqui habitavam. Agora, os mesmos 100 m2 não são capazes sequer de aproveitar a dádiva do Sol: em vez disso, exigem cada vez mais tributos da Natureza, em forma de contas de luz, água e outras amenidades, para apenas abrigar uma família escravizada pela tecnologia do Homo Sapiens...
- Bota incompetência nisso!