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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Lágrima


Desliza lentamente em tua face
A lágrima que a dor te libertou;
E como a gota de orvalho, que nasce
Entre o dia que vem e o que passou,
Cai pelo espaço, bela e silente,
E vem depositar-se docemente
Na pétala macia de uma flor,
Também a tua lágrima dolente,
Nascida entre uma e outra dor,
Será colhida pela curva quente
Dos lábios em sorriso encantador;
E neles brilhará intensamente,
Conferindo-lhes exótico sabor,
Cálido, terno, agridoce, ardente,
Que saborearei sofregamente
Quando roubar-te um beijo de amor.