"Aprendi com as Damas da Noite
Que a beleza mora no efêmero
Que a eternidade é transitória
Que promessas e juras de amantes não são para serem cumpridas como contratos comerciais
Pois se exprimem no dialeto não-jurídico do corpo e da alma
E serão sempre invioláveis fora do tempo e do espaço.
Assim elas me ensinaram,
Elas, as Damas da Noite..."
(Comentário a Milene, 23/6/12)![]() |
| Dama da Noite - Foto por Rodolfo e Bia Barcellos |
Mando-te com certo atraso
Mas com meu preito perene
Pra abraçar-te neste azo
Esta trova, Regilene.
309- Catia, 8/11/12
Minha tristeza é minguante
Na lua nova da gente
Na rima cheia, vibrante
Desta poesia crescente!
308- Severa, 8/11/12
Parabéns a ti, Severa,
Tu mereces cada prêmio;
És a um tempo a Bela e a Fera,
A musa do nosso grêmio!
307- Marilene, 8/11/12
A questão por ti proposta
Muitas dúvidas ajunta.
Perguntas: Qual a resposta?
Respondo: Qual a pergunta?
306- Sandra Subtil, 7/11/12
Com vãs palavras inundas
As praias baixas da dor
E em tuas águas profundas
Moram estrofes de amor...
305- Mery, 7/11/12
Quando a amizade é concreta
Seja em qualquer circunstância
Cresce na razão direta
Do quadrado da distância.
304- Suzane, 6/11/12
To sing this kind of epic
There can be only one.
That one kind of magic,
That one called Suzane.
303- Milene, 5/11/12 (MSN)
Pra teu trivial variado
Com tantos e bons sabores
A banda toca um dobrado
Com clarins e com tambores.
302- Isa, 5/11/12
O poeta se despeja
Em versos num lago azul
Onde a poetisa o veja
Rimar na brisa do sul...
301- Vera Lúcia, 5/11/12
Quem não tem a consciência
Do que urge e do que importa,
Pra beijar marca audiência
E esquece de abrir a porta...
Niterói, maio de 2012
Rodolfo Barcellos
PS: Amanhã é o Dia da Mãe lá na outra margem da lagoa. Sim, Dia da Mãe, no singular. Gosto de pensar que lá se homenageia em família a figura individual da matriarca, pessoalmente ou num vetusto retrato em moldura oval, representando todas as mães e avós da família, e aqui - uma semana depois - a homenagem é coletiva, no âmbito do clã, da tribo, da aldeia, da senzala e do quilombo. Portanto Dia das Mães, no plural.
Provavelmente os filólogos e as mães dirão que estou errado, mas isso não importa. O importante é que importamos de Portugal e África o carinho e o amor que esses anjos nos merecem. E como é preciso alguns dias para vencer tanto mar, tanto mar, os barcos dos festejos só chegam aqui uma semana depois que zarpam de lá.
Parabéns, Mãe(s)!

