- A Wikipedia diz, a respeito de Fred Hoyle:
- "Uma antiga publicação de Hoyle faz um uso interessante do Princípio antrópico. Tentando descobrir o funcionamento da nucleossíntese estelar, ele observou que uma reação nuclear particular, o processo triplo alfa, que gerou o carbono, requereria que o núcleo do carbono tivesse uma energia bem específica para ocorrer. A grande quantidade de carbono no universo, que torna a vida tal como a conhecemos possível, demonstrou que essa reação nuclear tinha que funcionar. Baseado nessa noção, ele previu os níveis de energia do núcleo do carbono que foram mais tarde comprovados em laboratório.
- "Seu colaborador, William Alfred Fowler, ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1983 (com Subrahmanyan Chandrasekhar), mas por alguma razão a contribuição original de Hoyle não foi levada em conta, e muitos ficaram surpresos que um astrônomo tão notável jamais recebesse o prêmio. O próprio Fowler, em um esboço autobiográfico ressaltou os esforços pioneiros de Hoyle".
- Dentre os cientistas modernos, o britânico Fred Hoyle (1915 - 2001) foi o único que apresentou uma alternativa consistente à hipótese do Big Bang. Sua ideia de um universo multifacetado, onde o nosso seria apenas uma bolha em expansão, é perfeitamente defensável à luz da Ciência moderna - exceto por um detalhe: não é verificável nem observável. Não é experimentável.
- Em comentário a uma das muitas catilinárias do meu amigo Jair contra o Criacionismo, eu escrevi:
- "Quando duas esferas de pesos diferentes chegaram juntas ao solo, a poucos metros da Torre de Pisa, foi selado o divórcio entre Religião e Ciência. Ali, uma se rendeu à fé e a outra se entregou ao empirismo - o método experimental".
- Aristóteles, Platão e seus contemporâneos não costumavam perder seu precioso tempo elaborando experimentos sistemáticos que comprovassem (ou impugnassem) suas ideias. Contentavam-se geralmente com a observação direta dos fenômenos naturais ou, na falta destes, com relatos mais ou menos fidedignos de terceiros. Experimentos como os de Aristarco de Samos e Eratóstenes eram raros e não fizeram escola. Quaisquer lacunas eram preenchidas com a força do raciocínio lógico.
- E tão poderoso era esse raciocínio em Aristóteles que suas ideias prevaleceram por quase dois milênios. Foram encampadas pela Igreja de Roma e ensinadas como verdades absolutas nos colégios e mosteiros.
- Aristóteles considerava Zenon de Eléa o pai da Dialética - na época, a arte da argumentação e do diálogo criativo. Mas a Dialética evoluiu e chegou aos tempos modernos com Hegel, Engels e Marx.
- Grosso modo, a Dialética pode ser vista como a lei da ação e reação, de Newton, aplicada à sociologia. A diferença é que Newton funciona na velocidade da luz, e Hegel pode demorar séculos para dar resultados. E na Dialética, as reações se transmudam em novas ações, que provocam outras reações, num ciclo infindável de teses, antíteses e sínteses.
- Essa Dialética mostrou seus efeitos na época de Giordano Bruno, Copérnico, Galileu e Kepler, que comandaram a reação à milenar e inflexível posição da Ciência oficial.
- Em 1600, Giordano Bruno ousou desafiar a máquina oficial. E foi queimado vivo nas fogueiras da Inquisição.
- Logo depois, Galileu quase entrou pelo mesmo cano. Escapou da fogueira, mas não da prisão perpétua domiciliar.
- Mas antes de ouvir sua sentença, Galileu já havia abalado profundamente os alicerces da ciência oficial: foi quando, à frente de um público eclético, subiu à torre inclinada de Pisa e desmentiu a posição de Aristóteles, que afirmava que pesos diferentes caiam com velocidades diferentes.
- Foi apenas uma questão de tempo para que a Ciência adotasse o método de Galileu - o empirismo, ou experimentalismo. Qualquer hipótese mais ousada teria que passar sistematicamente pelo crivo da experimentação para ser aceita. Assim, esperava-se evitar erros como o de Aristóteles.
- Sob um certo ponto de vista, essa abordagem empobreceu a Ciência, ao desencorajar os cientistas a investigar aspectos que não se enquadrassem na categoria dos mensuráveis e experimentáveis. Esses eram relegados à categoria de ficção, e por mais verossímeis que fossem eram excluídos da discussão pela comunidade científica. Foi o que aconteceu com as ideias de Hoyle.
- Nesse milenar jogo dialético, Aristóteles foi a tese e Galileu a antítese. Fred Hoyle tentou talvez ser a síntese - mas a síntese só vinga quando a tese e a antítese depõem suas armas e propõem uma trégua.
- E embora esteja mostrando os primeiros sintomas de cansaço, o empirismo está longe de se esgotar. Enquanto puderem ser construídos telescópios mais avançados para examinar o macrocosmo e aceleradores de partículas mais potentes para pesquisar o microcosmo, haverá campo para a experimentação em busca de uma eventual confirmação ou impugnação do Big Bang.
- Hoyle não se limitou a combater o Big Bang: desafiou também outros monstros sagrados, como a evolução darwiniana e a origem da vida biológica.
- Talvez Fred Hoyle tenha sido um Giordano Bruno moderno. Afinal de contas, ele também foi "queimado vivo" pelos seus colegas...
- Mas enquanto o LHC - o Grande Colisor de Hádrons - não produzir o esperado "Little Bang", Fred Hoyle estará, na visão de muitos, pelo menos em pé de igualdade com seus carrascos.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Somos pó
- Cada célula de nosso corpo tem seu ciclo de vida determinado. Os tecidos mais expostos aos agentes externos - pele e mucosas - se renovam em trinta dias ou menos. Já as células nervosas não se multiplicam - não sofrem mitose.
- Mas todas, sem exceção, absorvem nutrientes e expelem os rejeitos metabólicos resultantes de sua atividade biológica.
- Portanto, seja a nível celular, molecular ou mesmo atômico, nosso corpo está sempre trocando com o meio ambiente material orgânico - via respiração, alimentos e bebidas, urina, suor e fezes. E a Natureza se encarrega de reciclar tudo isso - mas sem alterar os átomos, com raríssimas exceções.
- E quase toda essa reciclagem é realizada dentro dos limites da biosfera. As moléculas e átomos que seu organismo expele hoje serão absorvidos por outros organismos amanhã. E vice-versa...
- Isso quer dizer que você não é exatamente a mesma pessoa que começou a ler este texto. Milhões de mudanças ocorreram em seu organismo nesse meio tempo. Não quero nem pensar nas mudanças que aconteceram no meu, desde que comecei a escrevê-lo...
- É talvez perturbador pensar que neste momento existem em nosso corpo átomos e moléculas que outrora fizeram parte de Hitler, Ghandi, Nefertiti, Shakespeare, Marylin Monroe, Átila, Jesus Cristo, Elizabeth da Áustria, Sócrates... a lista não tem fim. Vai ver, é por isso que nós somos gente boa hoje, intolerantes amanhã, inteligentes agora e burros no minuto seguinte...
- Mas nós fazemos parte de um clube maior e temos também átomos que já foram de dinossauros extintos, protozoários microscópicos e plantas exóticas. E finalmente não podemos esquecer que tudo isso formou-se a partir de uma nebulosa planetária - de modo que somos também poeira de estrelas, como disse Carl Sagan...
- Afinal, quem somos nós hoje? Quem seremos amanhã? Parte da resposta está - talvez - em:
http://www.youtube.com/watch?v=aEwmX8yerWQ
- E não vamos esquecer - principalmente hoje - os átomos da Princesa Isabel e dos escravos africanos. Eles também fazem parte de nós.
- Mas todas, sem exceção, absorvem nutrientes e expelem os rejeitos metabólicos resultantes de sua atividade biológica.
- Portanto, seja a nível celular, molecular ou mesmo atômico, nosso corpo está sempre trocando com o meio ambiente material orgânico - via respiração, alimentos e bebidas, urina, suor e fezes. E a Natureza se encarrega de reciclar tudo isso - mas sem alterar os átomos, com raríssimas exceções.
- E quase toda essa reciclagem é realizada dentro dos limites da biosfera. As moléculas e átomos que seu organismo expele hoje serão absorvidos por outros organismos amanhã. E vice-versa...
- Isso quer dizer que você não é exatamente a mesma pessoa que começou a ler este texto. Milhões de mudanças ocorreram em seu organismo nesse meio tempo. Não quero nem pensar nas mudanças que aconteceram no meu, desde que comecei a escrevê-lo...
- É talvez perturbador pensar que neste momento existem em nosso corpo átomos e moléculas que outrora fizeram parte de Hitler, Ghandi, Nefertiti, Shakespeare, Marylin Monroe, Átila, Jesus Cristo, Elizabeth da Áustria, Sócrates... a lista não tem fim. Vai ver, é por isso que nós somos gente boa hoje, intolerantes amanhã, inteligentes agora e burros no minuto seguinte...
- Mas nós fazemos parte de um clube maior e temos também átomos que já foram de dinossauros extintos, protozoários microscópicos e plantas exóticas. E finalmente não podemos esquecer que tudo isso formou-se a partir de uma nebulosa planetária - de modo que somos também poeira de estrelas, como disse Carl Sagan...
- Afinal, quem somos nós hoje? Quem seremos amanhã? Parte da resposta está - talvez - em:
http://www.youtube.com/watch?v=aEwmX8yerWQ
- E não vamos esquecer - principalmente hoje - os átomos da Princesa Isabel e dos escravos africanos. Eles também fazem parte de nós.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Dia do Matemático
- No último dia 6 de maio, imprensado entre o Dia das Mães em Portugal e o Dia das Mães no Brasil, passou despercebido o Dia do Matemático Brasileiro. As inúmeras e justíssimas homenagens às mães não deixaram margem a uma única menção a esse vilão detestado - o professor de Matemática - que inventa armadilhas malignas nas questões das provas e parece ter um prazer sádico em ver seus alunos desesperados.
- A data, porém, homenageia um genial matemático brasileiro que lecionou no Colégio Pedro II e lutou contra os métodos de ensino vigentes na época, o que lhe custou a desconfiança de seus pares. Transcrevo abaixo um pequeno trecho extraído do conto que batizou este "blog" (ver em "Minhas Obras"):
- "O Homem que Calculava é a história de Beremiz Samir, um matemático persa, que viaja de sua aldeia natal até Bagdá. No decorrer da jornada, usa seus conhecimentos para resolver diversos problemas do dia-a-dia, e acaba conquistando um cargo de confiança de um vizir e o amor da filha de um poeta da corte do Califa Al-Motacém. O autor é Ali Iezid Izz-Edin Ibn Salim Hank Malba Tahan, ou simplesmente Malba Tahan, natural de Muzalit, na atual Arábia Saudita.
- "Na verdade, esse autor árabe nunca existiu, exceto como pseudônimo do professor Júlio César de Mello e Souza, genial matemático brasileiro, que detestava os métodos de ensino vigentes na época. Ele deu vida a Malba Tahan para poder publicar incógnito diversos contos onde os problemas matemáticos, lógicos, filosóficos e até religiosos eram apresentados sob um aspecto lúdico, atrativo e compreensível. O jornal A NOITE foi seu primeiro veículo, com a série CONTOS DE MALBA TAHAN. Deu verossimilhança ao pseudo-autor árabe através de seu profundo conhecimento da cultura árabe – berço da matemática moderna – e da criação de um segundo personagem fictício: Breno de Alencar Bianco, o suposto tradutor das obras de Malba Tahan.
- "Malba Tahan" publicou ao todo 56 livros. O mais famoso é justamente O Homem que Calculava, traduzido para diversos idiomas. Sob seu verdadeiro nome, Mello e Souza publicou cerca de 50 outros livros.
- "Nasceu no Rio de Janeiro, em 6 de maio de 1895. Lecionou Matemática no Colégio Pedro II, onde alcançou fama por seus métodos pouco ortodoxos. Costumava dizer que os professores de matemática eram sádicos, que se compraziam em inventar dificuldades para os alunos. Seus discípulos o adoravam e seus colegas o olhavam com reservas. Morreu em Recife, no dia 18 de junho de 1974, sem nunca ter posto os pés na Arábia. O dia de seu nascimento é celebrado no Rio e em grande parte do Brasil como o Dia do Matemático."
- A data, porém, homenageia um genial matemático brasileiro que lecionou no Colégio Pedro II e lutou contra os métodos de ensino vigentes na época, o que lhe custou a desconfiança de seus pares. Transcrevo abaixo um pequeno trecho extraído do conto que batizou este "blog" (ver em "Minhas Obras"):
- "O Homem que Calculava é a história de Beremiz Samir, um matemático persa, que viaja de sua aldeia natal até Bagdá. No decorrer da jornada, usa seus conhecimentos para resolver diversos problemas do dia-a-dia, e acaba conquistando um cargo de confiança de um vizir e o amor da filha de um poeta da corte do Califa Al-Motacém. O autor é Ali Iezid Izz-Edin Ibn Salim Hank Malba Tahan, ou simplesmente Malba Tahan, natural de Muzalit, na atual Arábia Saudita.
- "Na verdade, esse autor árabe nunca existiu, exceto como pseudônimo do professor Júlio César de Mello e Souza, genial matemático brasileiro, que detestava os métodos de ensino vigentes na época. Ele deu vida a Malba Tahan para poder publicar incógnito diversos contos onde os problemas matemáticos, lógicos, filosóficos e até religiosos eram apresentados sob um aspecto lúdico, atrativo e compreensível. O jornal A NOITE foi seu primeiro veículo, com a série CONTOS DE MALBA TAHAN. Deu verossimilhança ao pseudo-autor árabe através de seu profundo conhecimento da cultura árabe – berço da matemática moderna – e da criação de um segundo personagem fictício: Breno de Alencar Bianco, o suposto tradutor das obras de Malba Tahan.
- "Malba Tahan" publicou ao todo 56 livros. O mais famoso é justamente O Homem que Calculava, traduzido para diversos idiomas. Sob seu verdadeiro nome, Mello e Souza publicou cerca de 50 outros livros.
- "Nasceu no Rio de Janeiro, em 6 de maio de 1895. Lecionou Matemática no Colégio Pedro II, onde alcançou fama por seus métodos pouco ortodoxos. Costumava dizer que os professores de matemática eram sádicos, que se compraziam em inventar dificuldades para os alunos. Seus discípulos o adoravam e seus colegas o olhavam com reservas. Morreu em Recife, no dia 18 de junho de 1974, sem nunca ter posto os pés na Arábia. O dia de seu nascimento é celebrado no Rio e em grande parte do Brasil como o Dia do Matemático."
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Rimas para Mãe III
![]() |
| Picasso - Maternidade |
Dizem que Mãe não tem rima:
É claro que rima tem!
Rima com campos de flores,
Com carinhos, com amores
E com doçura também.
Rima bem com emoção,
Com pulsar de coração,
Com sossego, com sorvete,
Com bolo de aniversário,
Com cheiro de sabonete.
Com murmúrios de oração,
Com belos contos de fadas
E estórias do bicho-papão;
Com cobertores no inverno,
Com refrescos no verão.
Também rima com poema,
Com perfume de alfazema,
Estórias para dormir,
Cantigas para embalar,
Carícias para acordar.
Rima, é claro, com beleza,
Com bondade, amizade,
Com amor, com fortaleza,
Verdade, serenidade,
Com flores e com firmeza.
Mãe rima com esperança,
Acalantos, goiabada,
Com saudades, com lembrança,
Rima com anjo da guarda,
Com brinquedos, com criança.
Com chocolate, com beijo,
Com perfume de baunilha
Com sorrisos de alegria,
E com cheiro de comida,
Com lágrimas, com poesia.
Quem disse que mãe não tem rima?
Evidente que rima tem!!!
Rima com a grande ternura
Da candura, da bravura
De suas bênçãos. Amém.
- Autores (por ordem alfabética):
- Nota: alguns autores mais tímidos foram cooptados não muito voluntariamente, através de busca por palavras e expressões rimáveis em matérias e comentários publicados em "blogs".
Alma Inquieta (Estados de Alma)
Bia
Branca
Brandina
Davidson
Dôra
Graça (Botões de Madrepérola)
Jair (Um Blog que Pensa)
Leonel
Maria Helena
R. R. Barcellos (Sete Ramos de Oliveira)
Serpai (El Puente)
- Nota: além das rimas, a Graça contribuiu com uma estrofe inteira - uma chave de ouro para fechar o poema. Os demais autores agradecem.
- As novas rimas introduzidas nesta terceira versão não modificaram o "ranking" das mais cotadas, que pode ser consultado em "Rimas para Mãe II".
- E um feliz Dia das Mães para todas elas!
domingo, 2 de maio de 2010
O Estalo
Origem: mavit.kabunzo.com
- Quem estalou os dedos? Evolucionistas convictos não respondem. Preferem empunhar as armas da retórica científica e atacar o Criacionismo pelo flanco mais fraco e desprotegido: o dos fundamentalistas que interpretam o Gênesis (ou texto equivalente de outras crenças) ao pé da letra. Acontece que esse bastião só é fraco na aparência. Escudados na sua fé, os defensores não deixam brecha para o avanço inimigo.
- Quem estalou os dedos? Criacionistas esclarecidos aceitam plenamente as conclusões da ciência, incluindo a evolução, mas se reservam o direito de colocar acima do tempo e do espaço, como se deles senhores fossem, uma entidade suprema que ditou as leis naturais que regem o universo conhecido - e o desconhecido, também. Se a Ciência prova que o Universo comporta n dimensões, eles simplesmente colocam essa entidade suprema na dimensão n+1 - e portanto fora do alcance da Ciência. Não sei se merecem o qualificativo de "esclarecidos", mas que são espertos, são.
- O problema se desdobra em três questões básicas:
- 1) Qual a origem do Homem?
- 2) Qual a origem da Vida?
- 3) Qual a origem do Universo?
- Não adianta buscar a origem da humanidade fora do contexto da vida. Tanto a Ciência como as mais diversas religiões vêem o Homem como integrante de um bioma preexistente.
- Não adianta buscar a origem da vida fora da Terra. Mesmo que seja possível, isso só afasta o problema para um passado mais remoto, em um planeta mais longínquo.
- Não adianta explicar a origem do Universo recorrendo a alguma grande explosão inicial. Fórmulas e equações se derretem como manteiga quente e perdem a validade nessas condições extremas.
- Eu já afirmei e volto a afirmar: a origem da polêmica está no impulso atávico de lutar, principalmente entre os machos. Isto tem menos a ver com os níveis de inteligência do que com os níveis de testosterona.
- Sei que vou levar porretada dos dois lados. Mas eu também gosto de uma boa briga.
- De qualquer modo, minha opinião é que o Universo surgiu num estalar de dedos.
- Antes que me esqueça: Parabéns às mães de Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde - e de quaisquer outros lugares onde o Dia das Mães é celebrado hoje.
- Mas afinal: quem estalou os dedos?
Marcadores:
Criacionismo,
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Evolucionismo,
Seleção Natural
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Rimas para Mãe II
Um poema de muitos filhos para todas as mães
Dizem que Mãe não tem rima:
É claro que rima tem!
Rima com campos de flores,
Com carinhos, com amores
E com ternura também.
Com pulsar de coração,
Com sossego, com sorvete,
Com bolo de aniversário,
Com cheiro de sabonete.
Rima bem com esperança,
Com murmúrios de oração,
Com belos contos de fadas
E estórias do bicho-papão;
Com cobertores no inverno,
Com refrescos no verão.
Também rima com poema,
Com perfume de alfazema,
Estórias para dormir,
Cantigas para embalar,
Carícias para acordar.
Rima, é claro, com beleza,
E com ceia de Natal;
Com bondade, amizade,
Com poesia, fortaleza,
Verdade, serenidade,
Com bondade, com firmeza.
Mãe rima com esperança,
Acalantos, goiabada,
Com saudades, com lembrança,
Rima com anjo da guarda,
Com brinquedos, com criança.
Com chocolate, com beijo,
Com perfume de baunilha
Com sorrisos de alegria,
E com cheiro de comida,
Com lágrimas, com poesia.
Quem diz que Mãe não tem rima
Poeta é não senhor.
Mãe rima com tantos entes,
Belos, nobres, transcendentes...
Rima perfeita: "Amor".
Autores cooptados (por ordem alfabética):
(atenção, Guiness: talvez um novo recorde!)
Nota: alguns autores mais tímidos foram cooptados não muito voluntariamente, através de busca por palavras e expressões
"rimáveis" em matérias e comentários publicados em "blogs".
Alma Inquieta (Estados de Alma)
Bia
Brandina
Davidson
Dôra
Graça (Botões de Madrepérola)
Jair (Um Blog que Pensa)
Leonel
Maria Helena
R. R. Barcellos (Sete Ramos de Oliveira)
Serpai (El Puente)
Como prometi, estou divulgando as "rimas" mais cotadas. Para classificá-las, elaborei um indicador que chamei de IPRM - Índice de Popularidade de Rimas para Mãe. Os valores foram obtidos pesquisando no Google páginas em português, no dia 29 de abril.
Exemplo: "Mãe + bolo de aniversário" deu 603.000 resultados.
Nota: o número de resultados varia de dia para dia. Cotações inferiores a 1.000.000 IPRM não foram listadas.
Amor 5.690.000
Coração 4.710.000
Verdade 4.480.000
Beijo 3.970.000
Amizade 3.550.000
Criança 2.800.000
Sorvete 2.380.000
Bondade 2.050.000
Beleza 1.700.000
Alegria 1.500.000
Esperança 1.410.000
Sabonete 1.360.000
Serenidade 1.280.000
Aguardem, para a próxima semana, a terceira versão. Resolvi publicar esta segunda quando descobri que o Dia das Mães é comemorado na maioria dos países lusófonos no primeiro domingo de maio.
Coração 4.710.000
Verdade 4.480.000
Beijo 3.970.000
Amizade 3.550.000
Criança 2.800.000
Sorvete 2.380.000
Bondade 2.050.000
Beleza 1.700.000
Alegria 1.500.000
Esperança 1.410.000
Sabonete 1.360.000
Serenidade 1.280.000
Aguardem, para a próxima semana, a terceira versão. Resolvi publicar esta segunda quando descobri que o Dia das Mães é comemorado na maioria dos países lusófonos no primeiro domingo de maio.
sábado, 24 de abril de 2010
Guppy
- Há uns trinta anos atrás, a Força Aérea Brasileira estava empenhada na modernização de sua frota - incluindo os Hércules C-130. Nas oficinas da Varig, em Porto Alegre, os "gordos" recebiam novos sistemas de navegação e comunicação. Mas os aviões mais antigos começavam a apresentar fadiga estrutural nas asas, e um grande programa de substituição das mesmas foi implementado.
- Em 1987 eu estava em Birmingham, Alabama, para receber duas novas asas. Foi quando tive a oportunidade de conhecer o Super-Guppy.
- Trata-se de uma versão aperfeiçoada do Pregnant Guppy, turbohélice modificado, construído pela Aero Spacelines a partir de um C-97J Turbo Stratocruiser, a versão militar do Boeing 377, e especialmente projetado para transportar peças de grande tamanho, que não passariam em túneis, pontes ou sob viadutos. Por exemplo, os anéis do primeiro estágio e os motores do gigantesco Saturno V.
- O Super-Guppy estava dentro de um imenso hangar, com a cabine basculante aberta, expondo o imenso volume do seu compartimento de carga. E embora as fotos fossem expressamente proibidas, eu ousei pedir ao Mr. Davies (acho que era esse o nome) licença para documentar aquele momento. E ele posou a meu lado, enquanto uma terceira pessoa (não me lembro quem) registrava o acontecimento.
- Em 1987 eu estava em Birmingham, Alabama, para receber duas novas asas. Foi quando tive a oportunidade de conhecer o Super-Guppy.
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| Imagem obtida na Internet |
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| Eu, Mr. Davies e o Super-Guppy |
- Hoje, apenas um Guppy está em atividade, pelo que sei, operado pela NASA. Os demais foram desativados, e qualquer um pode conhecê-los pela Internet. Mas aquela foto foi um troféu para mim, durante vários anos.
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