Naquelas noites calmas de céu cintilante,
Decerto tu não sabes, mas quando adormeces
Serenamente, logo após as tuas preces,
Um leve vulto se aproxima, hesitante.
Qual anjo protetor, atento e vigilante,
Ao pé de ti, quieto, depõe suas benesses,
Os novos sonhos que ainda não conheces,
Para alimento de teu sono confiante.
Esse anjo mudo, amada minha, é meu zelo
Afugentando qualquer triste pesadelo
Que te perturbe a alma enquanto estás dormindo;
Que junto a ti tresnoita, neste forte anelo
De atender de pronto a qualquer teu apelo
Só por ganhar-te este sorriso doce e lindo!
Niterói, janeiro de 2012
Rodolfo Barcellos

