Quando olho ao meu redor e não te vejo,
Quando busco em minha alma e não te acho,
Isso é solidão.
Se a memória de teu riso em mim fenece,
Se o sabor de tua boca me esquece,
Isso é solidão.
Se não pressinto ao longe teu perfume,
Se não há alvos para o meu ciúme,
Isso é solidão.
Se meu corpo sente falta do teu corpo
Ou tateia no vazio a minha mão
Isso é solidão.
Solidão é quando o verso flui dolente
É quando, mesmo em meio a tanta gente,
Não encontra um carinho o coração.
É quando o tempo passa, indiferente,
É quando um outro eu, louco, demente,
Mergulha em profunda escuridão.
É quando os pesadelos da infância
Retornam distorcidos na distância
E à noite nos assaltam sem perdão.
É quando as orações são gritos roucos
Que vão silenciando bem aos poucos
Cansadas de não terem solução.
É quando a razão faz ouvidos moucos
E a pena do poeta, em versos loucos,
Destila em sangue a dor da paixão.
Faço planos pra um passado que não houve,
Com saudades de um futuro que não vem;
Emudeço ante o amor que não me fala,
Fico surdo ao amor que não me ouve,
E encontro indiferença onde não tem.
Oscilando entre a falsa realidade
E a mentira verdadeira que não há,
Vaga perdida minha mente cega,
Nesta louca racionalidade,
Nesta equilibrada demência,
Nas virtudes do demônio,
Nos pecados da inocência.
Volta! Resgata-me do presente!
Vem do passado e quebra a corrente
Que o Tempo impõe-me, em sua servidão!
Liberta-me da mesma liberdade
Que usei com tal infelicidade
Para algemar-me nesta vã paixão!
Barcellos,
ResponderExcluirAo contrário de nós mortais comuns que ao sofrer quedamos num silêncio férreo e atormentado, o vate inspirado abre o coração e brinda-nos com uma poesia como essa. Acho que os poetas encontraram um canal para dar a vazão às suas dores que acabam espalhando beleza pelo universo.
Querido anjo poeta!
ResponderExcluirEmbriagada me deixou
Com versos tão fortes de amor.
'Faço planos pra um passado que não houve,
Com saudades de um futuro que não vem;
Emudeço ante o amor que não me fala,
Fico surdo ao amor que não me ouve,
E encontro indiferença onde não tem'.
Obg por falar por mim...
beijo meu pra vc anjo...
adorei o poema, muito legal seu blog!
ResponderExcluirAi Rodolfo...ai Bruxo...ai ai ai... ouve daí minhas dores, identificadas, nesses versos? "Solidão é quando o verso flui dolente
ResponderExcluirÉ quando, mesmo em meio a tanta gente,
Não encontra um carinho o coração.
É quando o tempo passa, indiferente,
É quando um outro eu, louco, demente,
Mergulha em profunda escuridão.
Vc, amado, tá um poeta surpreendente! Dessas surpresas que aquecem a alma em tempos frios...ai ai!
Beijuuss, amigo, n.a.
Amigo Barcellos....
ResponderExcluirSolidão eu sinto também quando não encontro um de seus surpreendentes comentarios em minhas postagens.... Mas aqui o assunto é outro...
-Tu continua desenhando que é uma mer** lástima... rss ... Porém o que escreves PUTZZZZ GRILLA... é de fazer Macaco errar o cipó.... Rápaissss!
Parabéns grande amigo que aprendi a amar...
Deusssssssskiajude
Abraços e um fapt sem maliciamento
Tatto
Bem te quis e ainda quero muito mais...maior que a imensidão da paz e bem maior que o céu...
ResponderExcluirBem te quis ... Me beije só mais uma vez e depois, volte pra lá!
'' Solidão que nos pega, mesmo quando estamos rodeado de gente''...
Como disse a leoa loira, vc cresce e nos acrescenta cada vez mais.
Beijos!
Barcellos, vejo nestes versos uma mistura homogênea de sentimento com talento!
ResponderExcluirNão dá para separar um do outro...
O Tatto não sabe que você também é um ótimo desenhista, escondendo o jogo!
Abraços, meu amigo!
Bem devereria não me surpreender, mas é inevitável. Esse poema me encheu de encanto.
ResponderExcluirSinceramente espero que esse seu estado de solidão em breve se transforme em outro tipo de sentimento, que aqueça esse seu coração tão lindo e inspirado.
Beijos, bruxo poeta, encantador de todos nós.
Olá RR, poetamigo que aprendi a conhecer e admirar. Torno a ler-te porque me apraz e também porque tu acrescentas em cada palavra, em cada entremeio destes versos. E só hoje o teclado gritou e cá estou em comentários.
ResponderExcluirO poema é tão bem delineado que enternece e abriga cada alma que lê. Simplesmente porque você deixou a possibilidade para olhos que sabem ver.
A solidão é casa escura, mas tua voz é farol, meu amigo e logo (creio) , estarás em janelas de sóis.
Meu afeto com saudade te abraço.
Lu C.
Barcellos, sou tão desligado que só depois eu vi a minha citação lá no topo!
ResponderExcluirMas eu vi que nos versos você desenvolveu uma ideia envolvendo a mesma citação, além de outras coisas, é claro!
Gracias!
"Solidão é lava que cobre tudo."
ResponderExcluirEu sempre volto..
ResponderExcluirUm poema simplesmente lindo e suas postagens com ótimos textos.
Um beijo carinhoso,Evanir.
www.aviagem1.blogspot.com