sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Dia a dia

(Inspirado num texto de Si Fernandes)

Eu ando desencantado
Com esse saco sem fundo
Que se chama dia-a-dia
Subversor do meu mundo
Devorador de energia
Ladrão de horas e sonhos
Gatuno de horas de sono,
Que não pausa um só segundo
No carcomer-me a alma
No mergulhar-me na lida,
No sonegar-me a calma,
No sepultar-me em vida;
Nesta infindável labuta
Nesta ingente disputa
Nesta malparada luta
Batendo com força bruta
Mas busco forças ainda
Para vencer meu calvário
E encontro-as num Relicário
Como uma joia linda
Encontro-as no teu sorriso,
No teu olhar indeciso
Entre fitar-me e esconder-se;
Na tua face graciosa,
No teu perfume de rosa;
E meu corpo se levanta
Meu cansaço se evola
Minha alma exsurge e canta
Retorna minha alegria
Meu querer se agiganta
E eu derroto o dia-a-dia.

5 comentários:

  1. Boa tarde
    Passei pelo teu cantinho para te dar a conhecer o meu modesto espaço de poesia.
    Espero que gostes. Um abraço, Ana Pereira
    http://almainspiradora.blogspot.pt/

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  2. A minha alegria tambem derrota o dia-a-dia! Sou guerreira de bem com a vida.

    Às crianças de todas as idades: Bom final de semana.

    Bjs

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  3. Oi RR te enviei e-mail, você não recebeu?
    Preciso lhe falar.

    bj

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  4. É tudo tão breve
    Habitamos as pedras
    Inventamos sonhos
    Vislumbramos quimeras

    Mas, falemos dos suspiros dos pássaros
    Falemos de ti
    Nas irreprimíveis asas dos anjos
    Na noite primeira dos mil encantos



    Um radioso fim de semana



    Doce beijo

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  5. Apesar de todas as mazelas descritas, encontrou com sabedoria o caminho que mantém a feliz alvorada de cada dia. Sempre belos seus versos, meu amigo. Bjs.

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